Blockchain, o impulso definitivo para o banco digital

A tecnologia blockchain, também usada como suporte para bitcoin e outros desenvolvimentos (Ripple, entre outros) poderia ter um efeito perturbador em muitos setores, e, sem dúvida, um deles é bancário, cujo papel de “selo de segurança” poderia deixar fazer sentido em uma atividade tão significativa quanto a intermediação nos meios de pagamento.

Basicamente, blockchain é um banco de dados distribuído com informações sobre cada transação que é replicada em servidores em todo o mundo. Conhecido como “razão compartilhada”, sua principal diferença em relação ao sistema tradicional é que essa tecnologia defende o fornecimento de intermediários, como autoridades centrais. De fato, o banco de dados blockchain não é centralizado em nenhum ponto e é criptografado. atualizado a cada dez minutos com novos dados que são pedidos no tempo sem a possibilidade de revisão ou modificação.

Assim, os princípios básicos em que se baseia são a conectividade entre os usuários, a operacionalização criptografada com a possibilidade de utilizar pseudônimos e a irreversibilidade dos registros.

Além disso, a partir da base do blockchain surgiram novos desenvolvimentos, entre os quais destaca-se o Ripple (nome de um provedor), que é um protocolo de relações bilaterais entre bancos e entidades pagadoras e pagadoras e Batávia (créditos documentários). Os pontos mais fortes dessas tecnologias é que eles oferecem uma infraestrutura eficiente, na qual os prazos de pagamento são significativamente reduzidos, e também permitem a rastreabilidade que não possui o sistema tradicional, permitindo que o pagador saiba em todos os momentos status do seu pagamento. Mas, como acontece com toda novidade, existem inúmeras opiniões e posições totalmente diferentes nas instituições bancárias sobre os benefícios ou desvantagens do uso dessa tecnologia.

Para o BCE, por exemplo, ele ainda é muito novo e não está suficientemente comprovado para ser aplicado aos sistemas de pagamento, enquanto os reguladores estão preocupados que manter o anonimato ao fazer transações poderia levar à lavagem de dinheiro e financiamento de atividades ilegais Debates e regulamentos à parte, o que é inegável é que essa tecnologia tem grandes vantagens, tanto para as empresas quanto para os bancos.